domingo, 18 de abril de 2010

Dicas do mês.

Abril está acabando já...como os dias tem passado rápido. A vida tem se resumido a estudar, estudar e estudar e mais algum tempo para sair com a moçada...
Não consigo fazer tudo o que quero durante os dias, talvez para isso os dias deveriam ter umas 30 horas em vez de 24.E isso chega a ser deprimente de vez enquando.
hahaha.
E já que nesta postagem eu não tenho nenhum assunto especial, eu vim trazer duas dicas pra quem quer fazer alguma coisa diferente de seus dias. Digo de leituras diferentes. ;D

Primeiro...

O futuro de uma ilusão; 1927; Ed. L&PM POCKET.
Terminei de ler há umas duas semanas. É um livro muito bom, aquele que rompe com tudo o que você imagina, em especial pelo fato de logo nas primeiras páginas Freud afirmar que o canibalismo, o incesto e o assassinato são inatos ao ser humano, coisas puramente normais de nossa natureza.
É, meu camarada, se nos dias atuais lemos isso com espanto e surpresa, imagine há mais de oitenta anos atrás... Não é por menos que Sigmund Freud foi muitas e muitas vezes criticado excessivamente e perseguido por romper com a linha conservadora do estudo da mente, e por "instaurar" a psicanálise.Freud é Freud.
Ele destrói inúmeras coisas em que a sociedade acredita.
Ateu ferrenho, foi elogiado até por alguns religiosos e pastores que admiravam seus raciocíonos e estudos.
Aliás, mesmo eu, que não sou ateu, admiro muito pensamentos ateistas como o do nosso pai da psicanálise.


Segundo...


Diário de Anne Frank, Edição definitiva; Editora Record.
Eu iria colocar a data, mas seria meio confuso. Anne Frank(1929-1945) é a famosa garotinha alemã que junto de sua família e alguns amigos se escondeu por mais de dois anos num sótão em Amesterdã, pois era judia, e ser judeu naquela época implicava em: morte.
E por infelicidade do destino certo dia os nazistas através de uma denúncia descobriram o "Anexo Secreto" dela e os prenderam.Ela, a mãe e a irmã, Margot foram assassinadas em campos de concentração em 1945.
E durante o tempo em que ela ficou no sótão, escreveu um diário que virou clássico.
Publicado pela primeira vez se não me engano, em 1947, por Otto Frank, pai de Anne, um dos poucos que não morreu na mão dos nazistas.

É um livro bem fácil de ler, um tanto deprimente, mas a realidade de pessoas que passaram por essas desgraças não foi nem um pouco fácil nem feliz.

Anne, linda Anne, tenho certeza que está em paz agora, livre de todos os horrores e medos que sofreu durante aqueles anos longos e melancólicos da Segunda Guerra.
"Não importa o que eu esteja fazendo, não consigo deixar de pensar nos que se foram." Disse isso se referindo aos judeus conhecidos que foram levados à morte.


E para falar de algo mais alegre, ouçam Florence and the Machine, ela canta muito! *-*



Até mais, meus estimados!



4 comentários:

Renato Hemesath disse...

'O futuro de uma ilusão' é um dos meus textos preferidos do Freud, a interlocução que ele faz consigo próprio justificando o que havia sido escrito nas páginas anteriores é fantástico, trás ainda mais relevância para as concepções sobre a religião e os delírios de massa. :)

Outro texto relativamente parecido é "O mal estar na civilização", de 1930. Leia se puder, vais gostar.

abraços

.Luks disse...

Com certeza!

Leria assim que puder.

Obrigado pelo comentário Renato!


Abração

Cristiano Contreiras disse...

Anne Frank me definiu durante anos de minha adolescência - a edição do meu livro é justamente essa dai que voce colocou, capa vermelha...

eu nunca achei ela bela, fisicamente, durante um tempo até me provocava certo medo..algo do olhar dela, não sei...

belo blog, caro!

.Luks disse...

Anne Frank é demais.O olhar dela é meio que quase metafísico!
;D

Obrigadão, Cristiano.